Mercado imobiliário deve apostar em tecnologia e inovação para incluir pessoas com deficiência

Autor: Marcelo Dadian - 

Publicado em "Estadão Imóveis" -

O Brasil tem mais de 18 milhões de pessoas com deficiência (PCDs), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. É um contingente que representa quase 10% da população do país, portanto uma parcela relevante para o mercado imobiliário, e que tem demandas específicas que precisam ser olhadas com atenção e cuidado.

É notório que o País avançou na inclusão de PCDs, sobretudo após a promulgação da Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, em 2015. A lei determina, por exemplo, que certos empreendimentos reservem 3% de suas unidades para compradores PCDs, ou garantam que todas as unidades sejam adaptáveis às necessidades desse público. A Lei de Inclusão também criou linhas especiais de crédito para que pessoas com deficiência adaptem seus imóveis.

Para além dos avanços na legislação, a tecnologia também está evoluindo para facilitar a rotina de pessoas com alguma redução de mobilidade. Pensemos, por exemplo, na automatização, via comando de voz, de tarefas domésticas como fechar cortinas, acender luzes e ligar eletrodomésticos. Dispositivos como a Alexa, que até pouco tempo atrás pareciam futuristas, hoje estão relativamente bem disseminados.

A tecnologia também facilitou a jornada de consumo. Quem hoje deseja comprar ou alugar um imóvel comumente inicia sua busca pelos portais de classificados imobiliários, que oferecem descrições completas, fotos e até visitas virtuais. Recursos de realidade aumentada permitem que o possível comprador faça uma verdadeira imersão no imóvel desejado, projetando, inclusive, eventuais reformas.

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