Tendências para o mercado imobiliário: IoT e sustentabilidade




Se você perguntar a um consultor qual a tendência do mercado imobiliário para os próximos anos, é muito provável que ele cite a sustentabilidade. Os estudos do mercado norte americano mostram que as características sustentáveis de um empreendimento estão na lista dos itens importantes entre os compradores. E aqueles que não podem ou não querem mudar para um imóvel com conceitos “mais verdes” estão procurando soluções e equipamentos que tornem suas casas mais eficientes.

As atualizações visando economia de energia elétrica, como a troca de aparelhos e lâmpadas mais eficientes, passaram a ser um hábito comum entre os proprietários nos últimos anos. Mas, a preocupação com as questões ambientais tem crescido, e os compradores de imóveis novos estão cada vez mais atentos às políticas “verdes” das construtoras. Ao mesmo tempo, aumenta a compreensão de que a tecnologia pode auxiliar para que o proprietário assuma o controle do seu consumo de energia elétrica, visando à eficiência energética.

Mas onde exatamente os construtores devem investir?

A energia solar é uma aposta bastante segura. Nos EUA os relatórios da indústria solar apontam que 2016 terá recorde de instalação, incluindo a energia fotovoltaica.

Outro item, a automação residencial, com grande diversidade de aparelhos, dispositivos e sistemas domésticos projetados e programados para facilitar as tarefas de rotina, aparece na lista de investimento. Esses dispositivos não são novidade, mas, sob o conceito de internet das coisas, fazem parte da próxima onda de computação, onde os objetos do cotidiano serão conectados a sensores, tornando-os capazes de ler os padrões de comportamente e prever funções. O potencial de economia de energia para estes dispositivos é enorme, como, desligar luzes ou termostatos automaticamente. As previsões do mercado indicam um crescimento progressivo da Internet das coisas para os próximos 10 anos.

Pode parecer estranho indicar como tendência a internet das coisas em parceria com os sistemas de geração de energia solar, mas eles estão mais interligados do que podemos imaginar. A preferência dos proprietários por produtos mais ecológicos e eficientes do ponto de vista energético, evidencia que o foco pode estar no desenvolvimento destes produtos.

O mercado entende que a Internet das coisas terá um impacto ambiental enorme. Uma série de dispositivos conectados de forma independente, num primeiro momento, nos parece um retrocesso no âmbito do consumo consciente, pois serão diversos dispositivos consumindo enorme parte dos recursos energéticos. Estima-se um aumento significativo de servidores de dados, e consequente consumo gigantesco de energia elétrica para mantê-los.
No entanto, muitos desses dispositivos foram desenvolvidos para ter na eficiência energética um de seus principais apelos de venda. Alguns destes produtos ajudam a educar os proprietários sobre o uso da energia usando um sistema que informa o quanto está sendo poupado, ao alterar algumas configurações.

Os institutos de pesquisam mostram que os controladores de temperatura e iluminação podem reduzir o consumo de energia residencial em 10%. 

A tecnologia terá que ficar melhor – e mais inteligente – para que os recursos naturais sejam cada vez mais preservados, visando exclusivamente a eficiência energética.

Até lá, façamos a nossa parte, escolhendo imóveis de construtoras que respeitam a natureza e que proporcionam opções de controle de economia de recursos de energia e água.


Fonte: http://solarindustrymag.com/

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